Sobre & Contato
Vi Almeida
Maria Virginia de Almeida Aguiar
Mail contato@vialmeida.com
Instagram @vi_almeida_bordando
Sou bordadeira e artesã por tradição. Os bordados feitos à mão surgem desde muito cedo como expressão criativa cotidiana a partir dos ensinamentos das mulheres da família, seja para embelezar as roupas da casa e do corpo ou simplesmente para serem deixados no ‘baú das desnecessidades’. Os temas mais presentes nas obras são relacionados à natureza, a flora e a fauna do Nordeste, onde vivo atualmente, à ancestralidade, à cultura e às pessoas e seu jeito de ser/estar no mundo, à agroecologia e à literatura.
Desenvolvo o bordado livre manual repleto de pontos diferentes e algumas experimentações de costura e crochê, em diferentes tamanhos e suportes e com cores multivariadas. A inspiração vem das bordadeiras e rendeiras brasileiras, mineiras e nordestinas e as artesãs indígenas, mas também das portuguesas da Ilha da Madeira, Açores, Viana e Castelo Branco; das Shipibo do Peru; das Kuna da Colômbia; das bordadeiras e tecedeiras do México; do bordado medieval de Bayeux/França e do bordado e da arte têxtil contemporânea de diferentes origens...
Experimento a ilustração autoral e me inspiro no diálogo com outros artistas contemporâneos e populares, levando à Série Bordando com ... . Assim, passei a "bordar com" Adir Sodré, Ademir Martins, Keith Haring, Violeta Parra, Caribé, Joana Lira, Samico, Egon Schiller, Ronald Jackson, Frida Kahlo, Picasso, J. Borges, Teresa Costa Rêgo, Francisco Vizentin, Marieke Leene, Sebastião Salgado, Wilton Montenegro e Rodrigo Petrella.
Com o ilustrador pernambucano Murilo Silva, venho vivenciando um encontro inusitado e desenvolvendo várias Séries de bordados, usando diferentes suportes, entre eles, a xilogravura sobre tecido. Com meus detalhes, texturas e linhas multicoloridas vou dialogando com o artista com sua caneta e tinta preta nas ilustrações e desenhos sintéticos por natureza.
Comecei a mobilizar rodas de bordado entre amigas(os), o que possibilitou novos interesses e caminhos, como as experimentações com bordado livre em direção ao 'bordado militante' e a arte têxtil, como espaço de criação individual e coletiva. Nas rodas, me inspiro na agricultura camponesa e na agroecologia e o bordado é introduzido como nova possibilidade de linguagem através da arte-educação e da arte popular.
Tenho participado de alguns espaços expositivos com obras individuais ou em coautoria com Murilo Silva e outras, sendo selecionados para o III Salão Internacional de Humor Gráfico de Pernambuco (Recife/PE, Caixa Cultural, 2019); a exposição virtual Clarice Ano 100 (UFPE, Recife/PE, 2021); a Mostra Internacional Naif de Arte Erótica (exposição virtual, 2021, UFPB); o 19o Salão de Arte Popular Ana de Holanda (Recife/PE, 2024, Premiados); o 20o Salão de Arte Popular Ana de Holanda (Recife/PE, 2025); a Mostra Presépios Natalinos (João Pessoa/PB, Museu do Artesanato Paraibano, 2025); o 7o Festival Internacional de Arte Naif (2026).
Participei também de projetos coletivos: Casulo, de Bordado em Fotografia (exposição virtual, 2020); A Docência nos Fios da Memória (2019); Projeto de extensão universitária e arte educação Bordado pelo Cuidado - Agroecologia, Cuidados e Território (2020-2024); Bordando Oh de Casas (2021); Um bordado para Marielle! (2021); Carta pela Democracia (2022); A semente desta sagrada Terra: Milton 80 anos (2023); Glossário Colaborativo de Técnicas Têxteis Latinoamericanas, organizado pelo Instituto Urdume (2024); Zuzú - O silêncio que a agulha rompe (2026).

Foto | Rafaela Cavalcante de Barros, 2021.